Panorama Neurossocial
Um novo olhar para suas relações e seu lugar no mundoRelações • Identidade • Espaço mental
Você pode estar longe de alguém e ainda sentir sua presença. Pode se calar diante de uma autoridade, buscar aprovação em cada escolha ou perceber que falta espaço para ser você mesmo.
O Panorama Neurossocial convida a explorar esse mundo interior: como você representa as pessoas, como se percebe entre elas e quais novas formas de se relacionar fazem sentido para sua vida.
A abordagem se baseia no Panorama Social (Social Panorama), criado pelo psicólogo social Lucas Derks, com raízes na PNL e no estudo da cognição social. Seu foco é a experiência subjetiva das relações, trabalhada com atenção à história e aos objetivos de cada pessoa.
Atendimento com Rodrigo Ramos, embaixador do Panorama Neurossocial e da Psicologia do Espaço Mental no Brasil. Sessões presenciais em Curitiba ou online.
O mundo das personificações
A pessoa e a imagem da pessoa
Ao pensar em alguém importante, você pode notar um rosto, uma voz, uma sensação de presença ou apenas saber onde essa pessoa parece estar. Derks chama de personificação a representação interna de um “alguém”. Ela reúne o que você aprendeu, recorda, sente e espera dessa relação.
Uma distinção que abre possibilidades
A pessoa real tem sua própria história e pode surpreender você. A personificação é a sua experiência dela. Na sessão, trabalhamos com essa representação — não com uma leitura da mente do outro ou uma descrição definitiva de quem ele é.
Pense em uma conversa que ainda não aconteceu. Mesmo antes de ouvir uma resposta, talvez você já espere crítica, acolhimento ou rejeição. Essa expectativa é um bom tema para investigar: o que você sabe sobre a situação presente e o que está antecipando a partir da sua história?

Quem pode habitar esse panorama?
O modelo diferencia cinco tipos de personificação. Eles ajudam a nomear experiências que podem aparecer no atendimento:
Você mesmo
A representação de si: como você se percebe, seu valor e seu lugar nas relações.
Alguém específico
As imagens de familiares, parceiros, amigos, colegas ou figuras de autoridade.
Um “nós” ou um “eles”
Uma família, equipe ou comunidade percebida como um conjunto, com qualidades atribuídas ao grupo.
Vínculos e crenças
Representações de pessoas falecidas ou de figuras espirituais, respeitando a experiência e as crenças do cliente.
Símbolos com qualidades humanas
Personagens ou elementos imaginados aos quais atribuímos características de uma pessoa.
Quem recebe sua atenção?
Há alguma opinião que parece ocupar mais espaço que a sua? O que você gostaria de poder escolher com mais liberdade?
Essas categorias descrevem construções subjetivas. A presença de uma representação espiritual, por exemplo, não comprova uma entidade externa nem um contato com ela.
O mapa das relações
Proximidade, posição e espaço para ser você
No Panorama Social, a organização espacial das representações é uma parte central da exploração: distância, direção, altura, tamanho e orientação podem acompanhar o modo como uma relação é vivida. O significado é investigado com você, sem um dicionário fixo de posições.
O espaço é semântico: ele participa do significado
“Semântico” quer dizer relacionado ao significado. Nesta abordagem, importa tanto quem aparece em sua experiência quanto onde e como essa presença é percebida. A organização espacial pode participar do sentimento de proximidade, importância, proteção ou pertencimento. O sentido de cada configuração é explorado com você.
Expressões como “somos próximos”, “ele está acima de mim” ou “não encontro meu lugar” ajudam a perceber a ligação entre espaço e relação. No Panorama, podemos investigar se essas palavras acompanham uma experiência interna de distância, altura ou posição.
Proximidade
Uma presença percebida perto pode acompanhar acolhimento ou falta de espaço. Como é essa proximidade para você?
Altura e importância
Alguém percebido acima pode suscitar admiração, respeito ou intimidação. Que significado aparece nessa relação?
Lugar no grupo
Sentir-se dentro ou à margem de um “nós” pode acompanhar experiências de participação e pertencimento.
As ilustrações mostram possibilidades de exploração. O significado depende da pessoa, do vínculo e da situação; não existe uma configuração ideal para todas as relações.
“Parece grande demais”
Ao se preparar para uma reunião, você pode sentir que a opinião do chefe deixa pouco lugar para sua contribuição. Vale explorar como você se percebe nessa cena e do que precisa para falar com clareza.
“Quero proximidade e também limites”
Em uma relação afetiva, querer mais espaço não precisa significar romper o vínculo. O tema pode ser reconhecer necessidades e construir uma forma de estar junto que respeite ambos.
Seu lugar também faz parte da relação
O trabalho considera tanto a imagem de outras pessoas quanto a autoimagem e a sensação de “eu”. Como você se vê nesse contexto? Que capacidades gostaria de reconhecer em si? A investigação busca conectar a percepção interna a escolhas possíveis no cotidiano.
O panorama acompanha a sua vida
Nos materiais de Psicologia do Espaço Mental, a experiência de si e dos outros é explorada em relação às situações vividas. Estes exemplos ajudam a aproximar a ideia do cotidiano:
O presente encontra a sua história
Uma mensagem sem resposta pode despertar a lembrança de outras ocasiões em que você se sentiu deixado de lado. Na exploração, podemos distinguir o que aconteceu agora, o que você recorda e o que teme que aconteça. Isso abre espaço para verificar a situação antes de tirar conclusões.
A mesma pessoa, mais de uma experiência
Você pode lembrar do acolhimento de alguém e também sentir o peso de suas críticas. O modelo admite representações diferentes da mesma pessoa. Reconhecer esses aspectos pode ajudar a compreender a ambivalência, sem reduzir o vínculo a “bom” ou “ruim”.
Como você se vê e como se sente
A imagem que você faz de si e a sensação de ser você são aspectos relacionados, mas diferentes. Pode se sentir capaz no trabalho e inseguro numa conversa familiar. A sessão explora esse contexto específico, seus recursos e o que gostaria de experimentar ali.
Um “eu” dentro de um “nós”
Fazer parte de uma família ou equipe pode trazer apoio e também expectativas. Há lugar para suas necessidades dentro desse grupo? O panorama pode servir para investigar essa experiência e conversar sobre limites e participação, respeitando o que cada vínculo significa para você.
Uma perspectiva mais ampla
O que é a Psicologia do Espaço Mental?
A Psicologia do Espaço Mental (Mental Space Psychology) investiga a organização espacial da experiência subjetiva. Seu ponto de partida é a hipótese de que o espaço constitui o princípio primário de organização da mente, inclusive dos processos inconscientes. Essa é a proposta teórica apresentada por Lucas Derks e pela Society for Mental Space Psychology (SOMSP).
Em termos simples, a ideia é que lembranças, imagens, sons, sentimentos e expectativas podem ser vividos em uma paisagem interna, com posições e relações entre si. Essa organização costuma funcionar de maneira automática, sem que precisemos pensar deliberadamente em cada detalhe. Ao explorá-la, podemos perceber aspectos da experiência que ainda eram difíceis de colocar em palavras.
O Panorama Social aplica essa perspectiva às representações de si, das pessoas e dos grupos. A Psicologia do Espaço Mental amplia a investigação para outros temas, como tempo, emoções e crenças, em diálogo com pesquisas sobre cognição espacial.
Para o cliente, a exploração começa por perguntas simples: Como essa situação aparece para você? Onde percebe essa presença? Como se sente em relação a ela? O que você descreve orienta o trabalho conjunto. O espaço mental é abordado como experiência subjetiva; a hipótese organizadora segue como campo de estudo e desenvolvimento.
Quais relações você deseja transformar?
Você pode levar para a sessão situações em que gostaria de compreender melhor suas reações e encontrar novas maneiras de agir. Estes são alguns temas que podem ser explorados, conforme a avaliação individual:
FAMÍLIA
Encontrar seu lugar
Explorar expectativas, papéis familiares e o espaço para expressar necessidades sem perder de vista os vínculos importantes.
RELAÇÕES AFETIVAS
Proximidade com autonomia
Compreender inseguranças, dificuldades de intimidade e experiências que se repetem nas relações.
LIMITES
Reconhecer suas escolhas
Investigar o desconforto ao dizer “não”, a busca de aprovação e as necessidades que ficam em segundo plano.
TRABALHO
Ter voz diante da autoridade
Explorar sua reação a críticas, comparações e situações em que gostaria de se posicionar com mais clareza.
AUTOESTIMA
Perceber seu próprio valor
Observar a autoimagem e reconhecer qualidades e capacidades que você gostaria de trazer para suas relações.
PERTENCIMENTO
Estar junto e ser você
Conversar sobre exclusão, convivência em grupos e a possibilidade de se expressar sem abrir mão da própria identidade.
Da percepção à vida cotidiana
Como funciona uma sessão?
O encontro começa com uma escuta cuidadosa do seu tema. Em vez de tentar resolver todas as relações de uma vez, escolhemos uma situação concreta: uma conversa difícil, um limite que você quer expressar ou um contexto em que gostaria de se sentir mais à vontade.
Definir o foco
Conversamos sobre a situação, o que incomoda e o que você deseja poder fazer de forma diferente.
Explorar as representações
Observamos como você percebe a si e aos envolvidos, as qualidades dessa experiência e os sentimentos associados.
Experimentar possibilidades
Com orientação, exploramos ajustes nas representações e recursos pessoais, acompanhando suas respostas e eventuais desconfortos.
Integrar ao cotidiano
Retomamos a situação inicial e pensamos em atitudes, comunicação e limites que façam sentido fora da sessão.
O processo é colaborativo: você pode perguntar, discordar, pedir uma pausa ou sinalizar que uma proposta não combina com sua experiência. A abordagem pode integrar outros recursos do atendimento, conforme sua necessidade.
Uma mudança interna precisa encontrar a vida real
Imagine que seu tema seja expor uma ideia numa reunião. Além de explorar como você se percebe diante da equipe, podemos pensar numa ação concreta: preparar a primeira frase, formular um pedido ou escolher um momento para falar. A sessão ganha direção quando você sabe o que deseja observar e praticar depois.
Antes do seu encontro
Perguntas frequentes
Preciso visualizar imagens com nitidez?
Você não precisa produzir uma imagem perfeita. Pode descrever uma impressão, sensação, direção, presença ou simplesmente como pensa naquela pessoa. Vamos verificar juntos se essa forma de exploração faz sentido para você, sem forçar uma experiência.
A outra pessoa precisa participar?
Para explorar a sua representação de uma relação, a presença da outra pessoa não é necessária. O trabalho se concentra na sua experiência e nas suas possibilidades de ação. Ele não revela o que o outro pensa nem garante que seu comportamento mude.
Existe uma posição “certa” para cada pessoa?
Não há um mapa único que todos devam seguir. Uma distância confortável para você pode ter outro significado para alguém diferente. As propostas são avaliadas a partir do seu tema, dos seus sentimentos e dos seus limites.
Isso é o mesmo que Constelação Familiar?
Ambas podem abordar relações e utilizar a dimensão espacial, mas têm fundamentos e procedimentos diferentes. O Panorama Social explora as representações internas do próprio cliente; a proposta aqui é um atendimento individual. Trabalhar um tema familiar não torna as duas abordagens equivalentes.
Quantas sessões são necessárias?
Não é possível definir um número para todos. O tema, sua história e a resposta ao processo orientam o acompanhamento. Podemos combinar um objetivo e reavaliar os próximos passos, sem promessa de resolução em uma única sessão.
Posso fazer a sessão online?
Há atendimentos online e presenciais em Curitiba. Para o encontro online, procure um lugar reservado, com conexão estável e tempo para participar com tranquilidade. Veja os detalhes na página Sobre as Sessões.
O que a pesquisa permite afirmar?
Há publicações teóricas, relatos de prática e estudos exploratórios sobre o espaço mental. Um estudo de Derks, Oetsch e Walker, publicado em 2016, investigou mudanças na experiência emocional ao alterar a distância imaginada de uma pessoa amada.
Esse experimento não demonstra, por si só, eficácia clínica para transtornos ou resultados duradouros de uma terapia. A abordagem segue em investigação. O atendimento não oferece garantia de cura e não substitui cuidados psicológicos ou médicos indicados para sua necessidade.
O criador da abordagem
Conheça Lucas Derks
Lucas Derks é um psicólogo social neerlandês e o criador do Panorama Social. Seu trabalho investiga como representamos o mundo social e organiza formas de explorar essas experiências em coaching e atendimento terapêutico.
No livro Social Panoramas, publicado em inglês em 2005, apresentou o modelo e suas aplicações. Mais tarde, ampliou essa investigação na Psicologia do Espaço Mental, em diálogo com outros pesquisadores e profissionais.
UM CAMPO EM DESENVOLVIMENTO
Do Panorama Social ao espaço mental
Derks participou da criação do International Laboratory for Mental Space Research e da Society for Mental Space Psychology (SOMSP). A rede reúne pessoas interessadas em pesquisar e aplicar a perspectiva espacial da experiência subjetiva.
Para quem deseja se aprofundar
Fontes e leituras
O conteúdo desta página reúne explicações do modelo e exemplos ilustrativos para ajudar você a compreender a proposta do atendimento.
- Lucas Derks — Social Panorama in more detail: apresentação do modelo pelo seu criador.
- Social Panoramas (2005): livro de Derks, com uma amostra disponibilizada pela editora.
- Derks e Manea (2016) — entrevista sobre a Psicologia do Espaço Mental: contexto, aplicações e limites da perspectiva.
- Derks, Oetsch e Walker (2016) — estudo sobre imagens sociais em espaço mental.
- Society for Mental Space Psychology: informações sobre a sociedade, publicações e pesquisa.
- Lucas Derks — Apostila do workshop Psicologia do Espaço Mental, material de formação utilizado em 2023. Tradução de Viviani Bovo; revisão de Viviani Bovo e Walther Hermann Kerth.
- Society for Mental Space Psychology — MSD-1, Manual de Psicologia do Espaço Mental, edição 2023. Versão em português e diagramação de Viviani Bovo. Referência para os temas de espaço social e representação de si abordados nesta página.
Qual relação você gostaria de olhar com mais cuidado?
Você pode chegar com uma pergunta, uma situação ou apenas o desejo de compreender melhor o que sente. Conheça os detalhes do atendimento e escolha seu próximo passo.
Sobre Rodrigo Ramos
Rodrigo Ramos é terapeuta integrativo desde 2012, com atuação em Curitiba e atendimentos online. É embaixador do Panorama Neurossocial e da Psicologia do Espaço Mental no Brasil, participando da divulgação dessa perspectiva de compreensão das relações e da experiência humana.
Seu nome integra a lista oficial de embaixadores da Society for Mental Space Psychology (SOMSP) para o Brasil, uma rede internacional dedicada ao estudo e à aplicação do espaço mental.
Em seu atendimento, a escuta da história do cliente orienta a escolha dos recursos e o ritmo do trabalho. A proposta é explorar percepções, reconhecer possibilidades e aproximar o autoconhecimento de decisões e atitudes no cotidiano.
Rodrigo é também um dos fundadores do Espaço Atma e da Escola Curitibana de Constelações Sistêmicas. Conheça sua trajetória e os detalhes dos atendimentos.







